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Caixa Econômica bate recorde de R$ 1 trilhão em crédito imobiliário impulsionada pelo Minha Casa, Minha Vida

Imagem: Ricardo Stuckert/PR

A Caixa Econômica Federal atingiu uma marca histórica ao superar R$ 1 trilhão em sua carteira de crédito imobiliário, registrando um crescimento de 15% no segundo trimestre deste ano. A direção da instituição financeira afirmou que pretende manter o ritmo acelerado de expansão, focando prioritariamente na demanda por moradia popular e utilizando o limite máximo de seu orçamento.

O principal motor desse avanço foi o programa Minha Casa, Minha Vida. As contratações do programa habitacional deram um salto de 38%, movimentando R$ 73,5 bilhões. Apenas no primeiro semestre, o banco liberou R$ 137,6 bilhões, o que resultou na assinatura de 511,1 mil contratos e garantiu a casa própria para cerca de 1,5 milhão de brasileiros. Com esses números, a Caixa consolida sua liderança absoluta no setor, detendo 67,9% do mercado imobiliário nacional.

Carlos Antônio Vieira Fernandes, presidente da Caixa, destacou o papel social da instituição, afirmando que os esforços do banco foram fundamentais para a primeira redução na base do déficit habitacional do país anunciada pelo Ministério das Cidades. Ele ressaltou que a instituição injeta, em média, R$ 1 bilhão por dia na economia apenas com o setor de habitação.

Balanço financeiro e inadimplência Além do recorde imobiliário, o banco reportou um lucro de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, uma alta de 5,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O total de ativos de crédito da Caixa também cresceu, alcançando R$ 1,44 trilhão.

Apesar dos bons resultados, a inadimplência global do banco (referente a dívidas atrasadas há mais de 90 dias) subiu para 4,93%, indo na contramão do mercado privado. No entanto, quando se observa apenas a carteira imobiliária, o índice de calote é significativamente menor, ficando em 1,45%. A gestão defende que quase 80% da carteira total da Caixa está concentrada em operações de menor risco.


Fonte da notícia: UOL Economia

Imagem: Ricardo Stuckert/PR