O mercado de crédito imobiliário brasileiro, que atualmente representa 11% do Produto Interno Bruto (PIB), deve passar por uma forte expansão nos próximos anos, caso as projeções do Ministério das Cidades se concretizem. Durante sua participação no Abecip Summit 2026, o ministro Vladimir Lima defendeu que o setor tem potencial para dobrar de tamanho e estabeleceu uma meta ousada: alcançar, no mínimo, 20% do PIB.
Embora o programa Minha Casa, Minha Vida continue sendo um pilar fundamental — tendo beneficiado recentemente 58 mil famílias com a criação da Faixa 4 e movimentado mais de R$ 18 bilhões —, o ministro destacou que é preciso ir além. “Temos que pensar em modernização tecnológica, melhorar nossa carteira de políticas públicas e não pensar só no Minha Casa, Minha Vida. Temos um potencial para avançar cada vez mais”, afirmou Lima. A intenção é equiparar o Brasil à média registrada por outros países emergentes.
Crescimento impulsionado por mudanças estruturais
As políticas públicas recentes já começam a dar resultados expressivos. Segundo o ministério, medidas articuladas em 2025 para alterar o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), como a liberação de depósitos compulsórios, fizeram o crédito imobiliário avançar mais de 29% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
O orçamento do FGTS destinado à habitação também reflete essa fase de expansão, saltando de R$ 90 bilhões em 2023 para R$ 195 bilhões em 2026 — o maior orçamento já registrado para o Minha Casa, Minha Vida, incluindo recursos do fundo social do Pré-sal.
Com a meta inicial de 2 milhões de moradias batida com um ano e meio de antecedência, o governo agora foca em um novo alvo: fechar o ano de 2026 com 3 milhões de moradias contratadas, consolidando uma política habitacional mais abrangente para todo o país.
Créditos da Matéria Original: As informações desta publicação foram baseadas na reportagem original de Dani Alvarenga, publicada no portal Seu Dinheiro.
