Em Roraima, há conjuntos habitacionais que aguardam por mais de 40 anos para serem regularizados. São 25 unidades erguidas pela Codesaima (Companhia de Desenvolvimento de Roraima) entre os anos de 1979 e 1986.
Com o programa estadual “Aqui Tem Dono” de regularização fundiária urbana, o sonho de ter a documentação definitiva de sua moradia está virando realidade para mais de 5.000 famílias.
O Governo do Estado, através da Companhia oferece diversas oportunidades para que esses mutuários possam receber a tão esperada Escritura Pública.
No último sábado, 07 de março, durante o evento “Governo Presente”, onde secretarias estaduais se reúnem em um único local e disponibilizam atendimentos para a população conforme suas especilidades, a Codesaima estava com sua equipe de servidores recebendo os moradores dos conjuntos Cambará e Equatorial.
Durante meses a Empresa levou suas equipes até esses residenciais fazendo a busca ativa. Batendo de porta em porta para informar os moradores de como iniciar o processo de regularização.
Como é uma extensa área com mais de 2.000 moradias, muitas famílias não puderam receber esses funcionários. “As pessoas trabalham, não estão em casa por um motivo ou outro. Por isso precisamos dar todas as oportunidades para que todos participem do programa e recebam suas Escrituras Públicas”, disse a presidente da Codesaima, Maria Dantas.
Valdecir Assunção, 56, morador do Equatorial há 25 anos, aproveitou a chance de dar andamento no processo. “Foram na minha casa, mas faltou uns documentos. Fiquei sabendo que iam estar aqui, então vim. Isso é ótimo. Sem documento ninguém é dono de nada”, disse.
O residente do Cambará, há 34 anos, Ítalo Santana, quer regularizar a casa que está no nome do pai. “Já tentamos antes, mas nos diziam que esse conjunto ainda tinha pendências. Agora que está tudo resolvido falta pouco”, falou, referindo-se ao processo de liberação dessa unidade. Numa longa negociação, o Governo do Estado quitou todas as dívidas que havia com a Caixa Econômica Federal.
Leilda Gomes, acompanhando sua mãe, dona Maria Rita, disse que não viu quando os funcionários da Codesaima passaram na sua casa. “Veio um pessoal e fez a medição (a topografia dos terrenos, feita por uma empresa contratada pelo Governo do Estado, é a primeira fase da regularização dos conjuntos), agora vi nas redes sociais que estavam aqui atendendo, então viemos. Com nossa escritura ninguém vai nos tomar a casa”, concluiu a moradora do Cambará há 30 anos.
Por Marco Aurélio Rodrigues – Comunicação da Codesaima
