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73º Fórum Nacional de Habitação: Balanço do PMCMV aponta 2,4 milhões de unidades contratadas e meta de 3 milhões até 2026

Secretário Nacional de Habitação anuncia novo cronograma para seleções do rural e entidades; Caixa reforça orçamento e pede apoio para ampliar contratações no FAR

O painel “Programa Minha Casa Minha Vida – Balanço do Ano, Avanços, Dificuldades e Desafios” encerrou as atividades do segundo dia do 73º Fórum Nacional de Habitação de Interesse Social, nesta quinta-feira (14/05), no Auditório Cais do Sertão, em Recife. Confira:

Metas e números

Augusto Rabelo, Secretário Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, participou do painel por videoconferência e informou que o programa contratou quase 2,4 milhões de unidades no período de 2023 a 2026, reafirmando a meta de alcançar 3 milhões ainda neste ano. Ele destacou que todas as modalidades do PMCMV (FAR, Entidades, Rural, FINISA e Financiamento) operam a pleno vapor, e que cerca de 70 mil unidades paralisadas foram retomadas – de um total de aproximadamente 80 mil identificadas no início da gestão. “Nós estamos realmente chegando nesse patamar”, disse.

Sobre as aguardadas seleções do Minha Casa Minha Vida Rural e Entidades, o secretário anunciou que o resultado, previsto inicialmente para 15 de maio, foi remarcado para 8 de junho. Ele revelou que o Rural recebeu propostas equivalentes a 1 milhão de unidades habitacionais, e o Entidades Urbano teve cerca de 100 mil unidades enquadradas. “Isso revela um sucesso no sentido da atratividade e também um gargalo que a gente precisa preencher”, afirmou.

Reforma Casa Brasil e industrialização

Rabelo lembrou a redução da taxa de juros do Programa de Melhorias Habitacionais para 0,99% ao ano em todas as faixas, e sinalizou que novas medidas de aprimoramento qualitativo estão em estudo. Ele destacou a criação de um grupo de trabalho permanente sobre industrialização, inovação e sustentabilidade, com o objetivo de acelerar obras e reduzir custos. “As obras não podem durar mais 24 meses. Temos que avançar de maneira mais efetiva e mais rápida”, disse, ressaltando a necessidade de diálogo com estados e municípios para adequar códigos de obra e planos diretores.

FAR e parcerias com estados

Marcelo Brasil, gerente nacional de Habitação da Caixa, apresentou números atualizados: 315 mil unidades financiadas no PMCMV em 2026 (248 mil com FGTS e 65 mil com SBPE). No FAR, foram contratadas 160 mil unidades desde a retomada do programa, e no Rural 50 mil unidades. Ele destacou que o orçamento do FAR é folgado e pediu o apoio dos gestores estaduais e municipais para ampliar as contratações, especialmente nos 17 estados que ainda não atingiram a meta de início de engenharia. “Tem orçamento. O desafio agora é a gente cumprir”, afirmou.

Leonardo Queiroz, presidente da ADEMI Pernambuco, reforçou a importância dos programas estaduais de subsídio para viabilizar a entrada de famílias de baixa renda e cobrou maior padronização das exigências municipais para permitir a industrialização. “A gente tem um desafio enorme de produzir em vários municípios, cada um com exigências diferentes. Isso atrapalha a escala”, disse.

O painel também contou com a participação de Paulo Lira, presidente da Companhia Estadual de Habitação e Obras de Pernambuco (CEHAB), que agradeceu a parceria com o governo federal e pediu a ampliação do teto do FDS para Pernambuco, diante das 4,2 mil unidades apresentadas na última seleção.

O 73º Fórum Nacional de Habitação de Interesse Social se encerra amanhã (15/05) com a entrega do Selo de Mérito 2026 e visita técnica ao Projeto Sustentável, no Jardim Monte Verde.