No Summit ABRAINC 2026, secretário Marcelo Branco destacou modalidades do Casa Paulista em explanação para empresários e especialistas do setor
Na manhã desta quinta-feira (25), o secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco, conduziu uma apresentação sobre o leque de modalidades de atendimento habitacional da gestão estadual durante a abertura do Summit Abrainc 2026: Resiliência e Estratégia para o Novo Mercado Imobiliário. O encontro contou com a presença do presidente da Associação, Luiz França, de empresários, especialistas e representantes do poder público para debater tendências e caminhos para o crescimento do setor imobiliário brasileiro.
Na oportunidade, o titular da SDUH destacou que a maior parte das modalidades de atendimento do Casa Paulista, programa responsável pela política habitacional da Pasta, conta, hoje, com parcerias com a iniciativa privada. “Apostamos nessa parceria e utilizamos a iniciativa privada, que possui grande expertise na construção de unidades habitacionais de baixo custo, para que a gente consiga alcançar pessoas de menor renda”, afirmou.
Dentre essas modalidades, Branco falou, primeiramente, sobre a Carta de Crédito Imobiliário (CCI), que concede subsídios a famílias com renda mensal de até três salários mínimos para a aquisição da casa própria em empreendimentos privados aprovados pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH), no âmbito dos financiamentos Caixa-FGTS. “Ampliamos a oferta do cheque CCI. Já oferecemos mais de 80 mil subsídios nestes mais de três anos de gestão, o que é muito superior a tudo o que o programa fez desde que foi criado, há cerca de 12 anos. Com isso, estamos atendendo, no Estado de São Paulo como um todo, famílias com renda média de 1,95 salário mínimo”, destacou.
A partir do CCI, a gestão estadual consegue viabilizar o sonho da casa própria para famílias que têm crédito aprovado no mercado formal e conseguem arcar com o valor das prestações, mas não possuem capacidade de poupança ou recursos suficientes para pagar a entrada do imóvel, por exemplo. “O Estado entra, então, como um facilitador, fazendo com que essas famílias não precisem pagar ou reduzam o valor da entrada do imóvel, diminuindo também o valor da prestação ou suprindo a falta da poupança necessária para a contratação do financiamento”, explicou o secretário.
Essa modalidade atende famílias que possuem aprovação de crédito e condições de manter esse tipo de financiamento ativo. Há, porém, uma parcela significativa da população que não consegue ter seu cadastro aprovado. “Metade das famílias brasileiras hoje está endividada. O número é de 81 milhões de brasileiros com contas em atraso ou nome negativado. Desses, 15 milhões apresentam condições críticas, sem condições de pagar suas dívidas”, pontuou o presidente da Abrainc, Luiz França.
A partir disso, Marcelo explicou que a missão do Estado é alcançar essas famílias, a fim de garantir que as pessoas tenham acesso à sua moradia, independentemente da sua condição econômica. Para isso, a gestão estadual conta com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), maior empresa pública de habitação de interesse social do país. “Temos a CDHU, que faz atendimento direto às famílias sem exigir aprovação de crédito pelos critérios do mercado. Juntamos, então, as duas pontas: mercado e Estado”, disse.
Branco complementou que aqueles que mais precisam encontram na gestão estadual a possibilidade de ter uma moradia digna. “Nós, como Estado, temos a obrigação de atender essas famílias, independentemente da situação cadastral. Se estão morando em áreas de risco, em locais insalubres, como era o caso da Favela do Moinho, ou apresentam necessidade habitacional, precisamos atendê-las e oferecer condições de moradia digna”, disse o titular da Pasta.
Para além da construção direta, a Companhia vem incorporando modalidades de atendimento que também contam com efetiva parceria com a iniciativa privada. É o caso da Carta de Crédito Associativo (CCA). “No CCA, por exemplo, temos condição de comprar as unidades produzidas pelo mercado e fazer o financiamento pelo próprio mecanismo da CDHU, que entra como agente financeiro”, explicou Marcelo.
Segundo o titular da SDUH, tais parcerias podem e devem ser aprofundadas. “Podemos ampliar ainda mais essa parceria, se pudermos nos debruçar sobre esses mecanismos de financiamento, de forma que o mercado, que sabe construir habitação, faça seu papel, e que nós, o Estado, consigamos dar as garantias necessárias para que as famílias que precisam passem a ter acesso ao financiamento”, disse.
Marcelo Branco explicou, por fim, que essas estratégias de atendimento habitacional, complementares e sinérgicas, só são capazes de reduzir o déficit habitacional do Estado graças aos altos investimentos feitos na área da habitação por priorização do governador Tarcísio de Freitas. “Colocamos na SDUH mais de R$ 9 bilhões ao longo desses mais de três anos de mandato, valor equivalente ao total investido nos oito anos e meio anteriores. O Estado de São Paulo sempre teve uma tradição muito grande na habitação de interesse social desde 1980, produzindo mais moradias do que os demais estados, até por conta de sua capacidade de investimento. O Tarcísio, porém, quando entrou, disse que queria muito mais do que isso”, explicou.
A política pública de habitação, segundo Branco, funciona, nesta gestão, como o primeiro pilar de outras políticas públicas. “Da habitação dependem a saúde, a qualidade da educação das crianças e a organização das famílias. Ela permite que as pessoas tenham um local de descanso e segurança ao final do dia, o que beneficia toda a sociedade”, pontuou.
A partir desse entendimento, o Plano de Governo foi desenhado e tem sido cumprido. “O governador praticamente triplicou os investimentos em habitação, para que a gente tivesse condições de alcançar o maior número de famílias. Nosso plano de produzir 200 mil habitações é extremamente audacioso e só pode ser cumprido com essa parceria entre o Estado, as empresas e a Caixa Econômica Federal. A soma desses esforços é que nos traz a possibilidade de cumprir essa meta”, concluiu.
Por Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação
