Governo do Distrito Federal e Caixa Econômica consolidam parceria no setor imobiliário e grandes projetos

Presidente do banco público, Carlos Vieira, foi o palestrante do almoço-debate do Lide e destacou a primeira PPP na área de moradia da capital federal

O Governo do Distrito Federal trabalha para lançar 35 mil moradias ainda neste ano, o que representa um novo lar para aproximadamente 140 mil pessoas. A CEF (Caixa Econômica Federal) tem atuado como parceira, responsável pelo financiamento dos empreendimentos. 

O trabalho conjunto foi destacado nesta semana, durante um almoço-debate do Lide – Grupo de Líderes Empresariais – com a palestra do presidente do banco público, Carlos Antônio Vieira Fernandes. 

Durante o evento, o governador Ibaneis Rocha reforçou que a parceria com a CEF vai além do setor imobiliário. Ele lembrou da obra de expansão do metrô em Samambaia e também disse contar com o apoio do banco público para resolver a questão do Centrad (Centro Administrativo). Ibaneis pontuou que, para ocupar o Centrad, serão necessárias obras viárias e de infraestrutura, como viadutos. 

“A Caixa Econômica é parceira do DF em diversas obras, em especial nos projetos imobiliários”, disse o governador. “Nós temos dois de grande repercussão – o bairro Mangueiral, que está em andamento, e o Itapoã Parque, onde teremos 12 mil residências. O projeto do Itapoã Parque é completo. Ele vem com toda a infraestrutura, diferentemente do modelo construído em outros bairros, como foi na primeira etapa do Mangueiral, onde não havia nenhum tipo de infraestrutura. Assim também foi feito no Paranoá Parque, sem infraestrutura nenhuma de serviço à comunidade. Agora, nós estamos avançando nesses dois bairros com as obras de infraestrutura”.

Essa união tem proporcionado feitos inéditos no País, como a PPP (Parceria Público-Privada) para a construção da nova etapa do Jardins Mangueiral, com cerca de oito mil unidades habitacionais. 

“Nós temos na habitação o primeiro grande empreendimento de parceria pública e privada no crédito imobiliário, que é o Jardins Mangueiral. É dessa forma que a gente quer que a Caixa se posicione cada vez mais junto ao segmento da população”, comemorou Carlos Vieira. 

Segundo o gestor, a expectativa para 2024 é investir R$ 180 bilhões somando todos os mecanismos voltados ao financiamento do crédito imobiliário. “Nós geramos, a cada R$ 1 bilhão que se coloca no mercado, 150 mil empregos diretos”, reforçou. “Isso é muito importante para que todo o mercado perceba e sinta no crédito imobiliário uma grande oportunidade de ampliar todo esse conjunto de medidas voltadas para o crescimento do País”. 

Com o apoio do banco público, o GDF tem tirado do papel projetos de moradia, como as do Itapoã Parque e de cidades como o Sol Nascente/Pôr do Sol e Samambaia. 

OFERTA VANTAJOSA

“A previsão é que nós possamos lançar aproximadamente 35 mil novas unidades”, anunciou Marcelo Fagundes, presidente da Codhab-DF (Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal. “Se você colocar quatro pessoas por unidade, então estaríamos atendendo cerca de 140 mil pessoas. E a Caixa Econômica é um parceiro fundamental no projeto de habitação social, primeiramente pelos subsídios do Minha Casa Minha Vida, e em segundo lugar pelo subsídio que ela oferece diretamente ao beneficiário”, explicou.  

Empresário no ramo imobiliário e presidente do Lide no DF, Paulo Octávio frisou que a indústria da habitação é fundamental. “Quando você imagina Brasília, uma cidade com 64 anos, já com três milhões de habitantes, você vê que o papel da Caixa Econômica Federal foi importantíssimo. Hoje, nós temos aqui mais de um milhão de residências, muitas delas financiadas pela Caixa”, comentou.

O Distrito Federal tem R$ 3,3 bilhões em operações de crédito contratadas junto à Caixa Econômica entre 2005 e 2023. O contrato mais recente é de R$ 49 milhões, pelo Programa Nacional de Apoio à Modernização Administrativa e Fiscal dos Municípios Brasileiros. 

CONTRATOS E CONVÊNIOS

Desde 2019, a Caixa Econômica Federal assinou 164 convênios e contratos de repasses com o GDF. A extensa lista de assinaturas com o parceiro financeiro inclui, entre outras realizações, a construção de novas unidades da Casa da Mulher Brasileira; pavimentação do Pistão Sul, em Taguatinga, e também de acesso às escolas rurais; a aquisição de patrulhas agrícolas e recuperação do canal principal do Rodeador, em Brazlândia, bem como a construção de unidades de saúde e de batalhões das forças de segurança, entre outras. Esses contratos são de repasses em execução, concluídos e aguardando a prestação de contas. 

Também são executadas sob o selo do banco público obras como o Túnel de Taguatinga e todo o Corredor Eixo Oeste e a construção do Itapoã Parque, um bairro para 50 mil pessoas. 

Fundado no Brasil em 2003 e presidido pelo empresário Paulo Octávio, o Lide é uma organização que reúne diversos setores com o objetivo de fortalecer a livre iniciativa do desenvolvimento econômico e social.

Por Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

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