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Corte de 0,25 ponto percentual na Selic mantém juros em patamar elevado e preocupa setor da construção 

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deu início ao ciclo de cortes na taxa básica de juros e reduziu a Selic para 14,75% ao ano. Após atingir 15% e se manter nesse patamar desde junho do ano passado, o Copom realizou um corte alinhado à expectativa da maioria dos analistas de mercado (0,25 ponto percentual).   

Embora represente a primeira queda em quase dois anos, a Selic continua muito elevada, com impactos diretos na economia, sobretudo no adiamento de investimentos produtivos, na pressão sobre o orçamento das famílias e no maior custo fiscal. Vale destacar que, depois de crescer 2,3% em 2025, as projeções sinalizam um menor dinamismo da economia brasileira em 2026. 

O setor da construção, que cresceu 0,5% no ano passado, aguarda a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário. Entre os principais problemas enfrentados atualmente pelas empresas do setor estão os juros elevados. A CBIC estima que uma queda consistente no custo do crédito poderá incentivar mais lançamentos imobiliários, ampliando o acesso à casa própria, impulsionando a cadeia produtiva do setor e, consequentemente, gerando mais renda na economia. Para a CBIC, a manutenção da taxa Selic em níveis restritivos por tempo ainda mais prolongado compromete as atividades produtivas e posterga investimentos, impactando a sua produção e o maior desenvolvimento do país.  

Para a economista da CBIC, Ieda Vasconcelos, a continuidade da redução da taxa básica de juros será fundamental para destravar o potencial de crescimento do setor.  

“A construção civil, que cresceu de forma modesta no último ano, aguarda a continuidade do ciclo de queda de juros para alavancar seus investimentos. Uma redução consistente no custo do crédito pode incentivar novos lançamentos imobiliários, ampliar o acesso à casa própria e impulsionar a cadeia produtiva, contribuindo para a geração de renda e o desenvolvimento do país”, afirma.

Por Agência Cbic