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	<title>Conflitos Fundiários &#8211; ABC HABITAÇÃO</title>
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	<description>Site da Associação Brasileira de Cohabs e Agentes Públicos da Habitação</description>
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		<title>Estado e Judiciário vão atuar na mediação de conflitos fundiários no Paraná</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jornalismo ABC]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2020 12:19:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Atuação conjunta foi formalizada em solenidade no Palácio Iguaçu. Objetivo é dar celeridade aos processos. Iniciativa também vai evitar a judicialização das dívidas dos mutuários da Cohapar. O Governo do Estado e o Tribunal de Justiça do Paraná formalizaram nesta quinta-feira (03), em cerimônia no Palácio Iguaçu, uma atuação conjunta para a resolução e mediação [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="subtitle2">Atuação conjunta foi formalizada em solenidade no Palácio Iguaçu. Objetivo é dar celeridade aos processos. Iniciativa também vai evitar a judicialização das dívidas dos mutuários da Cohapar.<span id="more-13714"></span></p>
<figure id="attachment_13715" aria-describedby="caption-attachment-13715" style="width: 300px" class="wp-caption alignright"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-13715" src="https://abc.habitacao.org.br/wp-content/uploads/2020/09/cohapar-conflitos-fundiarios-300x192.jpg" alt="Foto: Divulgação/Agência de Notícias do Estado do Paraná" width="300" height="192" /><figcaption id="caption-attachment-13715" class="wp-caption-text">Foto: Divulgação/Agência de Notícias do Estado do Paraná</figcaption></figure>
<p style="text-align: justify;">O Governo do Estado e o Tribunal de Justiça do Paraná formalizaram nesta quinta-feira (03), em cerimônia no Palácio Iguaçu, uma atuação conjunta para a resolução e mediação dos conflitos fundiários no Estado e também para evitar a judicialização das dívidas dos mutuários da Cohapar.</p>
<p>Esses processos são coordenados pelos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Judiciário, com apoio de outros órgãos e instituições relacionadas a cada área. Em abril deste ano, a segunda vice-presidência do Tribunal de Justiça, onde está sediado o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), criou o Cejusc Fundiário, relacionado aos conflitos de propriedade, e o Cejusc Casa Fácil, projeto inédito no Brasil, voltado para as questões de habitação.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, as iniciativas vão ajudar a resolver problemas históricos do Estado, que muitas vezes envolvem pessoas em situação de vulnerabilidade social. Junto com os desembargadores Adalberto Xisto Pereira, presidente do TJPR, e José Laurindo de Souza Netto, segundo vice-presidente, o governador assinou o documento que formaliza as duas iniciativas.</p>
<p style="text-align: justify;">“É uma grande oportunidade para buscar a solução de conflitos que, muitas vezes, existem há décadas. São questões sensíveis, que envolvem os sonhos das pessoas de ter sua casa, seu pedaço de chão e sua terra para trabalhar”, afirmou Ratinho Junior. “A área habitacional recebe uma atenção especial do governo, que tem também uma política de regularização fundiária muito forte”, disse.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele destacou o exemplo do bairro Caximba, em Curitiba, onde milhares de famílias viviam em uma área do Estado, que foi regularizada, permitindo a urbanização pela prefeitura.</p>
<p style="text-align: justify;">“Muitas áreas de ocupação já estão consolidadas, principalmente na área rural, com famílias que vivem no local há muito tempo, já têm uma produção agrícola forte”, ressaltou o governador. “O Estado tem que intervir de alguma maneira para achar uma solução. Por isso esta iniciativa é importante, pois dá velocidade a solução de problemas que assolam milhares de famílias”, salientou.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PACÍFICA &#8211; </strong>O desembargador José Laurindo, idealizador das iniciativas, explicou que a proposta é resolver os conflitos de forma pacífica, sem a necessidade de um processo judicial que é longo e custoso para todas as partes envolvidas. “O método pré judicial é a melhor forma de solucionar conflitos, porque não permitimos a escalada do conflito. Nossa atuação é antes da ação, porque uma vez judicializada, fica muito difícil a resolução, há outros interesses em jogo, com muitos processos e custos”, destacou.</p>
<p style="text-align: justify;"> O presidente do Tribunal de Justiça afirmou que é necessário um trabalho conjunto entre as diferentes instituições para que esses processos funcionem. “É fundamental o apoio do Governo do Estado para que tenhamos uma estrutura adequada para que os serviços de mediação e conciliação sejam entregues com celeridade e precisão”, disse.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CONFLITOS FUNDIÁRIOS – </strong>Processos envolvendo reintegração de posse, desocupações, regularização de loteamentos clandestinos e outras questões relacionadas à disputa de terras, seja em imóveis rurais ou urbanos, serão intermediados pelo Cejusc Fundiário, que atuará em todas as comarcas do Estado.</p>
<p style="text-align: justify;">O Paraná conta, atualmente, com mais de 100 áreas em situação de conflito no meio rural, afirmou o secretário estadual da Justiça, Família e Trabalho, Mauro Rockembach. Na maior parte das vezes, o Estado não é parte nos processos fundiários, mas acaba atuando no cumprimento das ordens judiciais, muitas vezes com reforço policial.</p>
<p style="text-align: justify;">“Existe uma herança, não só no Paraná, como no Brasil inteiro, de questões ajuizadas relacionadas à reintegração de posse”, salientou. “O governo construiu junto com o Judiciário uma proposta que pudesse instruir os magistrados e orientar o acompanhamento das sentenças. Com isso, conseguimos mitigar uma série de situações que envolvem pessoas que, na maior parte das vezes, ocuparam uma área por necessidade”, disse.</p>
<p style="text-align: justify;">Além dos proprietários e ocupantes dos imóveis, as negociações também podem envolver outros órgão e entidades, como o Ministério Público, o Grupo de Trabalho de Questões Fundiárias do Governo do Estado, a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa e a Comissão Pastoral da Terra.</p>
<p style="text-align: justify;"> Mesmo quando for decidido pela reintegração de posse, o Cejusc terá um papel de mediador no cumprimento das ordens judiciais pelas forças de segurança, para que haja uma resolução pacífica da questão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>HABITAÇÃO</strong> – O Cejusc da Casa Fácil será especializado em habitação e terá participação da Cohapar. O objetivo é solucionar a situação de mutuários da companhia que estão inadimplentes, sem a necessidade de judicialização dos processos, como é feito atualmente.</p>
<p style="text-align: justify;">O processo envolve o refinanciamento de dívidas e também a regularização de contratos com os ocupantes das casas que não são mais os titulares do financiamento, mas se enquadram nos critérios de atendimento da Cohapar.</p>
<p style="text-align: justify;"> “Nossos Cejuscs são temáticos, e o Paraná tem agora um especializado em habitação, inédito no País para atender as pessoas mais vulneráveis. Nosso papel é aproximar as partes, no caso o governo e os mutuários, para que haja o cumprimento dos pagamentos”, explicou o desembargador José Laurindo. “Vamos tutelar os inadimplentes, que muitas vezes podem perder a oportunidade de ter uma casa por causa das dívidas”, disse.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SOCIAL &#8211; </strong>O presidente da Cohapar, Jorge Lange, ressaltou que a iniciativa demonstra a preocupação do Governo do Paraná em priorizar o aspecto social dos programas habitacionais, além de tornar os processos de renegociação e regularização mais eficientes. “Até então, todos os problemas de cobrança, de contratos não quitados, eram tratados na esfera judicial”, explicou</p>
<p style="text-align: justify;"> “Eram processos que se estendiam por anos e traziam um resultado negativo. A Cohapar foi criada para providenciar moradias, e acabava tirando a casa das pessoas”, ressaltou. “Por isso, resolvemos criar essa discussão com o Tribunal de Justiça, para regularizar a situação de quem tem dívida, os problemas de sucessão familiar, de forma muito mais rápida, pois teremos a Justiça trabalhando junto”, afirmou.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> MUTIRÕES</strong> – A ideia inicial é realizar mutirões em um projeto-piloto em Londrina, Cascavel, Ponta Grossa, Maringá e Foz do Iguaçu, com cerca de 100 processos administrativos de regularização em cada município. Depois, a meta será de cerca de 1,5 mil casos regularizados por mês.</p>
<p style="text-align: justify;">A estimativa é de que cerca de 16,2 mil mutuários sejam beneficiados com a renegociação extrajudicial chancelada pelo TJPR, o que representa cerca de R$ 52 milhões em processos de refinanciamento imobiliário. Com os processos de regularização de contratos, o benefício deve ser estendido a 50 mil famílias paranaenses.</p>
<p style="text-align: justify;"> Em um segundo momento, a iniciativa será expandida para outros municípios paranaenses, que poderão aderir ao convênio através da Cohapar e utilizar os mesmos benefícios para seus programas habitacionais. Com isso, o Governo do Estado pretende transformar o programa em uma política de Estado permanente para resolução de conflitos habitacionais extrajudiciais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PRESENÇAS &#8211; </strong>Participaram do ato a procuradora-geral do Estado, Letícia Ferreira; o superintendente de Diálogo e Interação Social, Roland Rutyeda; o coordenador do Grupo de Trabalho de Questões Fundiárias, Marcos Aurélio Souza Pereira; a desembargadora Maria Aparecida Blanco de Lima; e representantes do Tribunal de Justiça e do Ministério Público do Estado.</p>
<p><a href="http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=108653" target="_blank" rel="noopener"><strong>Fonte:</strong> Agência de Notícias do Paraná</a></p>
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