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MRV, Tenda e Cyrela serão destaques do 2º trimestre

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Os resultados da MRV Engenharia, Tenda e Cyrela serão os destaques da temporada de balanços do segundo trimestre das incorporadoras, na avaliação de analistas. Há expectativa de alta nos lucros da MRV e da Tenda, em relação ao mesmo período do ano passado, e a maioria das instituições financeiras espera que Cyrela tenha revertido prejuízo em ganho. As mineiras MRV e Tenda têm foco de atuação no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, enquanto Cyrela, conhecida pelos projetos de médio e alto padrão, incorpora também empreendimentos para a baixa renda, por joint ventures.

A média das estimativas do BTG Trimestre Pactual, J.P. Morgan, Morgan Stanley e XP Investimentos indica alta de 14,2% no lucro líquido da MRV – maior incorporadora do país e principal empresa do programa habitacional -, para R$ 161 milhões. A receita líquida média entre as projetadas é de R$ 1,27 bilhão, com expansão de 14,1% na comparação anual. Nos cálculos do J.P., o lucro da MRV ficará próximo a R$ 190 milhões, um recorde para a companhia. O BTG diz esperar que a incorporadora mineira tenha aumento de 20% no lucro por ação, para R$ 0,38, e ROE (retorno sobre patrimônio) de 12%.

Para a Tenda, a média das projeções feitas por Bradesco BBI, Itaú BBA e J.P. Morgan indica lucro líquido de R$ 43,7 milhões, o que representa 2,09 vezes o ganho do segundo trimestre de 2017. A receita teve aumento de 22,7%, conforme a média das projeções das três instituições financeiras, para R$ 386 milhões. Assim como para a MRV, o J.P. Morgan espera recorde para o lucro da Tenda. O banco cita que a companhia continua a diluir custos e despesas. Nas projeções do Bradesco BBI – que tem Tenda e Cyrela como top picks do setor -, o ROE anualizado da incorporadora com foco na baixa renda será de 15%, e a geração de caixa continuará sólida. Para o Itaú BBA, Direcional e Tenda terão, potencialmente, os melhores desempenhos do trimestre. O banco projeta que Tenda vai gerar caixa de R$ 40 milhões.

Em relação à Direcional, as projeções do Bradesco BBI, BTG, Itaú BBA e J.P. Morgan, indicam alta de 29,7% da receita, para R$ 236 milhões. Para o resultado líquido, as estimativas vão de prejuízo de R$ 3 milhões a lucro de R$ 6 milhões, ante a perda passada de R$ 30 milhões. A melhora resulta de os lançamentos terem se concentrado no Minha Casa, Minha Vida. O BTG projeta geração de caixa de R$ 40 milhões.

No caso da Cyrela, a média das estimativas do Bradesco BBI, BTG, Itaú BBA, J.P., Morgan Stanley e XP Investimentos aponta lucro líquido de R$ 21 milhões no segundo trimestre, ante o prejuízo líquido de R$ 141 milhões no intervalo equivalente de 2017. A projeção média para a receita ficou em R$ 659 milhões, com alta de 14,6%.

O Bradesco BBI tem expectativa que a redução de contingências e o desempenho dos projetos de baixa renda da Cyrela por meio das joint ventures tenham contribuído para a melhorar do resultado líquido da companhia. Entre as seis projeções da Cyrela consultadas pelo Valor, apenas o BTG estima que a empresa terá prejuízo, de R$ 9,4 milhões. BTG e Itaú BBA esperam que a Cyrela tenha gerado caixa de R$ 150 milhões, enquanto J.P. projeta geração de R$ 200 milhões.

Para EZTec, que atua na média e alta renda e não lançou projetos no trimestre, a média das estimativas de quatro bancos indica queda de 59% no lucro, para R$ 9 milhões. A receita média projetada para o período é de R$ 82 milhões, com redução de 22,6%. O J.P. estima que a receita da EZTec teve forte queda, na comparação anual, impactada pela greve dos caminhoneiros. É esperada geração de caixa modesta pela companhia no trimestre.

A média das estimativas de quatro instituições financeiras para o resultado líquido da Even aponta para prejuízo de R$ 15 milhões, valor 80% menor do que a perda de um ano antes. A receita média projetada é de R$ 410 milhões, com alta de 7,3% na comparação anual. O Itaú BBA estima que a margem bruta ajustada da Even seja de 24%, ainda afetada por distratos e pela menor rentabilidade dos estoques.

A média das projeções de três bancos para Gafisa, aponta prejuízo de R$ 117 milhões, 13% menor do que a perda de um ano atrás. A receita média estimada, de R$ 715 milhões, supera a anterior em 4,85 vezes, com maior volume de venda. O BTG prevê que margem bruta tenha crescido de 8,4% (abril a junho do ano passado), para 24,3% neste ano. O Itaú BBA projeta geração de caixa de R$ 10 milhões.

Fonte: Valor Econômico

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