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LabCidade ajuda a pensar em soluções de moradia para o Brasil

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Foto: Altino Arantes

Foto: Altino Arantes

Do primeiro andar da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, na capital paulista, um grupo de pessoas pensa sobre questões que afligem as cidades do Brasil. O País que abriga a oitava maior cidade do mundo, São Paulo, possui desafios singulares, relacionados à habitação e moradia dignas para todos, que são enfrentados pela equipe do LabCidade.

O LabCidade é um laboratório de pesquisa e extensão que tem como foco principal o acompanhamento crítico das políticas urbanas e habitacionais, particularmente em São Paulo e em outras regiões metropolitanas brasileiras. Além disso, a iniciativa se coloca na linha de frente dos problemas da cidade, propondo uma intervenção direta no debate público.

Coordenado pelas professoras Paula Freire Santoro e Raquel Rolnik, o LabCidade conta com cerca de 20 pesquisadores das áreas de arquitetura e urbanismo, direito, geografia, ciências sociais e comunicações, de graduação, pós-graduação e pós-doutorado.

Originado a partir de um laboratório voltado para o direito à paisagem, coordenado pelo professor Euler Sandeville, o LabCidade começou a tomar a forma atual  por volta de dez anos atrás, em 2008, com a entrada  da professora Raquel. Sua admissão na USP coincidiu com o período em que assumiu a relatoria especial da ONU sobre moradia adequada.

“Uma decisão importante, na época, foi enraizar o trabalho da relatoria também como um trabalho de pesquisa e extensão da USP”, conta a pesquisadora. “Nesse sentido, o professor Euler ofereceu o espaço do LabCidade para que pudéssemos desenvolver projetos de apoio à relatoria, focalizando projetos no âmbito da pesquisa e extensão na FAU”, esclarece.

Um ano depois, em 2009, nasceu o Núcleo de Direito à Cidade, que permanece parte da estrutura básica do que é o LabCidade hoje, em conjunto com o Núcleo do Direito à Paisagem.

“Começamos a trabalhar comigo na coordenação e, inicialmente, bolsistas de extensão, seguidos por bolsistas de iniciação científica”, explica a professora ao enfatizar que uma das bases que mantiveram o laboratório em atividade veio por meio de apoios financeiros de fora da Universidade.

A partir de apoios da Agência Sueca de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional (sigla em sueco Sida), também participante da relatoria da ONU, e verbas vindas do Consulado da Alemanha no Brasil, o LabCidade cresceu para poder oferecer uma quantidade robusta de bolsas para alunos e pesquisadores interessados em trabalhar nos primeiros projetos do grupo.

Fonte: Jornal da USP

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