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Instituições privadas olham para MCMV

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O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), operado pela Caixa e, em escala muito menor, pelo Banco do Brasil, começa a atrair o interesse de bancos privados.

O Bradesco discute a possibilidade de financiar obras voltadas à faixa 3 (famílias com renda de R$ 4 mil a R$ 7 mil), em que não há subsídio. “Estamos conversando com a Caixa sobre impactos e custo de observância. O risco é diferente”, afirma o diretor de crédito imobiliário, Romero de Albuquerque.

A ideia é entrar na faixa 3 – com perfil mais próximo ao de clientes do Bradesco – para “ganhar experiência”. Porém, Albuquerque não descarta a possibilidade de avançar para as rendas mais baixas num segundo momento.

O Santander criou um grupo de trabalho para estudar o financiamento ao MCMV, diz Robson Bhering, superintendente de negócios imobiliários para pessoa jurídica. Já o Itaú BBA “não tem conforto” para entrar no programa hoje, mas acompanha as discussões, diz André Gailey, diretor comercial de corporate e imobiliário.

O vice-presidente de habitação da Caixa, Jair Mahl, considera positiva a entrada de competidores no MCMV e acha válido começar pela faixa 3. “Mas é importante entrar em todas as faixas. Senão, você não cumpre a função social”, diz.

O MCMV é financiado com recursos do FGTS, um possível atrativo num momento em que o mercado discute a necessidade de diversificar o funding.

Em paralelo, o setor discute novos indexadores para as operações com recursos da poupança. A Caixa vai lançar linhas baseadas no IPCA, com o intuito de permitir a securitização. Nos contratos de pessoa física, as taxas poderão ficar em IPCA mais 1% a 6%, dependendo do relacionamento com o banco e do imóvel, como noticiou o Valor no início de junho. O modelo não está fechado. Os bancos privados dizem não ver demanda por IPCA hoje, mas não descartam oferecer o produto.

Fonte: Valor Econômico

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