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Habitação popular puxa demanda na construção civil

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Foto: Cayo Vieira/EBC

Foto: Cayo Vieira/EBC

Longe da relevância dos setores de embalagens e transportes no consumo de alumínio no país, a construção começa a despontar como mercado ascendente. As formas mais visíveis e de maior uso ainda são as esquadrias para janelas e portas e os painéis de fachadas, mas há quem esteja desenvolvendo sistema próprio de uso do metal para ganho de eficiência operacional e maior agilidade no processo construtivo.

É o caso da MRV Engenharia que, na contramão da crise vivida pelo setor, foi entre as incorporadoras a que menos sentiu seus efeitos. O motivo foi ter apostado justamente em um nicho de mercado pelo qual poucas empresas se interessam, o voltado para a população de baixa renda, que tem no programa Minha Casa, Minha Vida o seu maior mantenedor.

Segundo levantamento feito pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), a pedido do Ministério das Cidades, para identificar os sistemas construtivos convencionais mais utilizados no mercado imobiliário, observou-se que mais de 85% das esquadrias nos diferentes níveis de obras são de alumínio, ficando o restante subdividido entre as de aço, madeira e PVC.

A predominância do alumínio para esta finalidade se deve à alta durabilidade, resistência, desempenho e sustentabilidade. “Combinado ao atual custo-benefício, têm sido fatores determinantes para garantir a utilização”, explica Magda Reis, consultora de construção civil e coordenadora dos cursos de extensão em alumínio na arquitetura da Associação Brasileira do Alumínio (Abal). Para ela, no Brasil, por questões climáticas, o alumínio tem vocação forte para ter aplicação ainda maior na construção. “Na Europa a preferência é pelo PVC”. Hoje 23 produtos e sistemas construtivos utilizam o alumínio na construção civil.

No primeiro trimestre do ano, o consumo geral de alumínio na construção aumentou 2,1% em relação ao mesmo período de 2017. Pode parecer pouco, mas sinaliza retomada de um setor que enfrentou quase quatro anos de retração de demanda e aumento de distratos por inadimplência. O aumento foi puxado principalmente pelas folhas (50%) e chapas de alumínio (4%) segundo levantamento da Abal.

Um marco considerado importante pelo setor foi a regulamentação da norma NBR 15575, de julho de 2013, que obriga as construtoras a certificarem a qualidade do produto que usam nas construções. “As construtoras têm que justificar e se preocupar com qualidade também e o alumínio entra como solução. A tendência é industrializar os processos de construção e o alumínio facilitará os sistemas desenvolvidos”, diz Magda.

No caso da MRV, que construiu 40 mil apartamentos por ano nos últimos quatro anos, não foi diferente. A construtora desenvolveu um sistema construtivo que utiliza forma de alumínio em paredes de concreto e dobrou seu consumo do produto este ano para atender a demanda. “Investimos R$ 30 milhões em esquadrias e R$ 60 milhões em forma de alumínio para parede de concreto este ano, diz Darnon Álvares de Medeiros, diretor de suplementos da MRV.

Em 2018, a meta de vendas da MRV é de 50 mil unidades e a produção deve ficar em 40 mil unidades. “Os 50 mil que queremos vender este ano devem começar a ser produzidos em 2019”, explica.

A principal vantagem no novo processo construtivo que usa alumínio em paredes é a velocidade de produção, “o que reduz custos fixos de obras, com ganho de produtividade significativo”, diz Medeiros.

Fonte: Valor Econômico

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