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Empresários protestam por falta de recursos no Minha Casa, Minha Vida

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Setor reclama que o Governo Federal não tem repassado recursos para contratos na faixa 2 do programa. Manifestação ocorre nesta quarta, na Capital

Empresários e trabalhadores do setor da construção civil vão promover um protesto nesta quinta-feira (15) reivindicando a liberação de recursos para contratos do programa Minha Casa, Minha Vida. Os recursos não estão sendo enviados à Caixa Econômica e, consequentemente, causando paralisação de contratos e demissões em massa.

Em entrevista ao programa Correio Debate, da Rede Correio SAT, Fábio Paiva, empresário e representante do movimento dos construtores, afirmou que o travamento dos recursos afeta as faixas 1, para famílias com renda de até R$ 1,8 mil, e 2, famílias com rende de até R$ 4 mil, do programa.

“Desde junho a Caixa não tem dinheiro para dar andamento as propostas de contrato na faixa 2. São cerca de 4 mil contratos parados no estado causando trauma e ansiedade em toda uma cadeia econômica, desde o construtor até o cliente. A consequência disso é que já começaram a ocorrer demissões. Só um construtor demitiu 55 pessoas nesta segunda-feira porque não tinha dinheiro para pagar os salários do pessoal. Se o cenário não mudar, a situação irá se agravar”, afirmou Fábio.

O problema da falta de recursos e demissões ocorre em todo o Brasil. Além da Paraíba, construtores de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina também irão protestar nesta quinta.

Ainda segundo Fábio, a última vez que a superintendência da Caixa Econômica na Paraíba recebeu recursos para contratos da faixa 2 foi em março deste ano e, mesmo assim, o dinheiro foi o que sobrou de outros estados.

“Na faixa 1 do programa o construtor faz a obra com dinheiro do governo federal, então a situação está ruim, mas não tanto. Já na faixa 2 nós construímos toda a obra com nosso dinheiro e somos pagos pela Caixa quando o cliente assina o contrato com o banco. Sem dinheiro na Caixa, o cliente não fecha contrato e nós não recebemos. Está tudo parado”, concluiu Fábio.

Em fevereiro, quem protestou foram os corretores de imóveis motivados pelo mesmo problema.

Protesto

A manifestação vai reunir empresários e trabalhadores da construção civil não só de João Pessoa, mas também do Brejo, Agreste e Sertão. O ato terá início nas Três Ruas do Bancários. Em seguida, eles seguirão pelo bairro do Castelo Branco e Avenida Epitácio Pessoa até chegar à superintendência da Caixa Econômica.

Fonte: Portal Correio da Paraíba

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