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Em um ano, ABC constrói apenas 0,56% das unidades habitacionais necessárias

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Conjunto habitacional Catiguá, em Santo André, foi um dos poucos entregues nos últimos 12 meses. Foto: Alessandro Valle/abcdigipress

Conjunto habitacional Catiguá, em Santo André, foi um dos poucos entregues nos últimos 12 meses. Foto: Alessandro Valle/abcdigipress

Com a ocupação sem-teto que recebe cerca de 7 mil famílias no bairro Planalto, em  São Bernardo, as soluções habitacionais ganham novamente as atenções. Em agosto do ano passado,  o Consórcio Intermunicipal do ABC apresentou estudo que aponta a necessidade de construção de 100,3 mil novas unidades habitacional populares nas sete cidades. Passado um ano da divulgação do levantamento, apenas 562 novas moradias foram entregues em três das sete cidades. Ou seja, a redução do deficit foi de apenas 0,56% em 12 meses.

O município que mais entregou unidades para famílias de baixa renda foi São Bernardo, com a conclusão de 238 apartamentos do empreendimento Capelinha/Cocaia. Em seguida, aparece Diadema, com 228 imóveis no período, sendo 160 no conjunto habitacional Pau do Café, 20 no Ademar Michels, 24 no Yamberê e outras 24 no Nossa Senhora das Graças.

Em Santo André, foram 96 novos apartamentos pertencentes ao empreendimento Catiguá. São Caetano, Mauá e Ribeirão Pires disseram não terem entregue unidades em 12 meses. Rio Grande da Serra não forneceu dados sobre o tema.

As prefeituras informaram que pretendem inaugurar, ao menos, 4.966 unidades habitacionais até o fim de 2020, quando termina o mandato dos atuais prefeitos (veja os detalhes na arte acima). Se isso acontecer, a redução do deficit seria de 5,5%. 

Tarefa difícil

Passos lentos na produção de unidades habitacionais da região já eram  previstos. Quando o diagnóstico habitacional, feito em parceria com a UFABC (Universidade Federal do ABC), foi divulgado, o Consórcio já admitia que as prefeituras encontrariam dificuldades. Na ocasião, o estudo mostrava que a construção de moradias populares necessita de altos investimentos, e a obtenção de verba ou financiamento está cada vez mais difícil em tempos de crise econômica.

“Não há invenção da roda. A solução esbarra em um problema clássico da política habitacional, que é a necessidade de investimentos e recursos”, afirmou na ocasião a coordenadora do Comitê de Habitação do Consórcio e ex-secretária de Habitação de São Bernardo, Tássia Regino.

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Fonte: Metro Jornal

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