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Cury retoma projetos dentro do SFH e prevê R$ 1 bi em vendas e lançamentos

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A Cury Construtora e Incorporadora vai retomar os lançamentos enquadrados no Sistema Financeiro da Habitação (SFH), segmento em que não apresenta projetos desde 2017. Esse movimento reforça o plano de alcançar, neste ano, a marca de R$ 1 bilhão em lançamentos e vendas. Joint venture da qual a Cyrela tem 50% de participação, a empresa tem atuação principal nas faixas 2 e 3 do programa Minha Casa, Minha Vida.

Em 2019, a empresa vai manter o foco em rentabilidade e na geração de caixa, segundo o presidente, Paulo Cury, que assumiu em janeiro, sucedendo o primo Fábio Cury. A empresa gerou caixa de R$ 162,8 milhões em 2018.

No ano passado, a Cury lançou R$ 893 milhões, com alta de 20% na comparação anual. As vendas cresceram 19,5%, para R$ 887 milhões. O número de unidades produzidas chegou a 5.762, e há projeção de expansão de 20%.

Em 2018, a incorporadora elevou sua receita líquida em 12,3%, para R$ 921 milhões. O lucro líquido aumentou 29,1%, para o valor recorde de R$ 175 milhões. A margem líquida passou de 16,6% para 19,1%. O retorno sobre patrimônio (ROE) cresceu de 39,4% para 45,2%. “Tivemos uma assertividade boa nos produtos e controle dos custos de construção”, afirma Cury.

A maior parte das unidades se enquadrou nas faixas 2 e 3 do Minha Casa, Minha Vida, e uma parcela na faixa 1,5 no ano passado. A atuação da Cury continuará, principalmente, na baixa renda, mas a empresa terá, de acordo com o presidente, produtos com valores acima dos enquadrados no programa em decorrência da redução das taxas de juros cobradas pelos bancos das incorporadoras e dos compradores dos imóveis.

A Cury comercializa as unidades com o modelo de “venda definitiva”, em que a operação é registrada somente quando o cliente obtém financiamento bancário. Esse formato começou a ser adotado há dois anos.

A empresa, que atua em São Paulo, no Rio de Janeiro e na região de Campinas, reforçou as aquisições de terrenos, segundo Cury. “A concorrência por áreas aumentou, mas há espaço para todos.”

A Cury – uma S.A. de capital fechado – continua a ver, “com bons olhos”, uma potencial oferta inicial de ações (IPO), mas a definição da operação só ocorrerá após a aprovação das reformas da Previdência e tributária, e quando “o Brasil der sinais de que a economia está crescendo”, de acordo com o executivo.

A empresa foi fundada em 1962 por Elias Calil Cury, pai de Fábio, e por Charles Cali Cury, pai de Paulo. A incorporadora se chamou Cury até a mudança societária ocorrida em 1998, quando Charles deixou de ter participação. Fábio Cury, que ficou quase 27 anos à frente da empresa, assumiu a cadeira de presidente do conselho de administração em janeiro e ainda está responsável pela área de novos negócios.

Fonte: Valor Econômico

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