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Caixa faz novo corte de juro do crédito imobiliário

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Banco dobra concessões neste ano e recupera liderança do segmento

As concessões de crédito imobiliário da Caixa Econômica Federal dobraram nos nove primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período de 2018, fazendo o banco recuperar a liderança do segmento, informou ontem o presidente da instituição financeira, Pedro Guimarães. De janeiro a setembro deste ano, o banco emprestou R$ 17,2 bilhões dentro do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE). No ano passado, foram concedidos R$ 8,6 bilhões, fazendo com que a Caixa ficasse em terceiro lugar.

Segundo Guimarães, o crescimento pode ser explicado principalmente pelas taxas menores que o banco vem oferecendo.

“Claramente na Caixa há um aumento de demanda por crédito imobiliário consistente e recorrente”, disse em entrevista a jornalistas. Em 2019, o segundo banco é o Bradesco, com R$ 13 bilhões em empréstimos.

Ontem, a Caixa anunciou nova redução das taxas de crédito imobiliário cobrados pela instituição, em contratos baseados na TR (Taxa Referencial). Foi a terceira redução do ano. A taxa mínima para imóveis financiados no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) caiu 0,75 ponto percenutal, para TR mais 6,75% ao ano. Já a taxa máxima caiu um ponto, para TR mais 8,5%. Os novos juros valem para contratos firmados a partir de quarta-feira.

Segundo Guimarães, as novas taxas acabam com as vantagens da faixa 3 do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). “Estamos oferecendo crédito imobiliário com juros inferiores à faixa 3 do Minha Casa Minha vida”, afirmou o executivo

De acordo com ele, o corte foi feito de maneira consistente, principalmente em função da queda dos juros futuros. “Mais importante do que a Selic [para o financiamento imobiliário], são os DIs (taxas futuras de depósitos interbancários)”, afirmou. “Acreditamos que essas taxas [novas]são sustentáveis do ponto de vista matemático.” Caso as taxas futuras voltem a subir, a Caixa elevará novamente os seus próprios juros, garantiu.

Nas últimas semanas, a Caixa já havia anunciado redução não só nas próprias taxas de financiamento imobiliário, mas também em outras linhas, como cheque especial e crédito pessoal não consignado. Reportagem publicada pelo Valor no começo de outubro mostrava que o movimento não havia sido acompanhado pelos demais grandes bancos de varejo.

Em relação a agosto, os juros médios das operações contratadas pela Caixa no cheque especial, por exemplo, passaram de 289% para 194% ao ano nos empréstimos a pessoas físicas, e de 353% para 217% nos empréstimos a pessoas jurídicas.

Além disso, a instituição financeira anunciou na semana passada a antecipação para este ano do cronograma de pagamentos dos saques imediatos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A medida, que dá direito ao trabalhador de retirar até R$ 500 por cada conta, pode injetar R$ 40 bilhões na economia ainda em 2019, na estimativa do banco. O cronograma anterior estabelecia a liberação de recursos até março do ano que vem.

Guimarães tem negado qualquer influência do ministro da Economia, Paulo Guedes, nas decisões. De acordo com ele, as medidas têm sido “matemáticas” e realizadas em função da situação financeira confortável do banco.

Fonte: Valor Econômico

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