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Caixa confirma liberação de mais R$ 8,7 bi para crédito habitacional

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PRÉDIO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL NO CENTRO DO RIO DE JANEIRO. FOTO: PILAR OLIVARES/REUTERS

PRÉDIO DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL NO CENTRO DO RIO DE JANEIRO. FOTO: PILAR OLIVARES/REUTERS

A Caixa Econômica Federal confirmou hoje a liberação de mais R$ 8,7 bilhões para crédito habitacional. A informação foi divulgada ontem pelo Valor com base em fontes e já havia sido corroborada pelo vicepresidente de Habitação do banco, Nelson Antonio de Souza.

Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa da Caixa, já estão disponíveis os orçamentos suplementares do FGTS para o crédito imobiliário pessoa física e apoio à produção. “Esses valores representam mais de R$ 8,7 bilhões em recursos. Com essa suplementação, a Caixa garante recursos suficientes para normalizar o ritmo de contratações do programa Minha Casa, Minha Vida para famílias com renda familiar bruta mensal de até R$ 4 mil”, diz o texto.

O banco afirmou ainda que a contratação do crédito imobiliário neste ano está cerca de 20% superior em relação ao mesmo período do ano passado. A Caixa já emprestou mais de R$ 72,4 bilhões até o momento em todas suas modalidades de crédito imobiliário.

A nota lembra que, considerando o ritmo de contratação e a publicação da instrução normativa 32/2017 do Ministério das Cidades, o banco adotou a estratégia de execução mensal do orçamento para todas linhas de crédito imobiliário, com objetivo de cumprir o orçamento anual disponível até dezembro. “As condições de contratações de imóveis novos não sofreram alterações, permanecendo as cotas de financiamento de até 80%. Essa medida tem objetivo de manter aquecida a indústria da construção civil do país, responsável por gerar emprego e renda”.

Segundo Souza disse ontem ao Valor, os financiamentos para os clientes de classes média e alta, assim como o crédito para desconto de duplicatas, capital de giro e crédito rotativo, serão reduzidos para que sejam realizadas as operações do Minha Casa, Minha Vida.

Os empréstimos para famílias com renda de até R$ 4 mil exigem aportes do capital de nível 1 (melhor qualidade) do chamado Índice de Basileia. Dado o cenário atual de escassez de capital, o banco público não teria como ampliar esses empréstimos. Para resolver isso, Souza explicou que, desde o início do mês, a Caixa está fazendo uma “compensação de capital” com redução de operações consideradas mais arriscadas, ou seja, que exigem mais capital para fazer frente à transação.

O vice-presidente de Habitação disse que, com essa saída de curto prazo, a liberação de crédito da Caixa poderá voltar ao patamar de R$ 5,7 bilhões nos meses de novembro e dezembro.

Fonte: Valor Econômico

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