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ADH identifica no Piauí 1.833 obras paralisadas

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O Piauí possui inúmeras obras paralisadas na área de habitação referentes ao Programa Minha Casa Minha Vida Sub-50, voltado para os municípios com menos de 50 mil habitantes. Cerca de 1.833 unidades habitacionais são de projetos contratados pelas prefeituras municipais, totalizando 66 municípios prejudicados.  Os números fazem parte de um levantamento do Ministério do Desenvolvimento Regional e foram repassados para ADH.

Dentre os municípios com obras nesta situação constam: Altos, Angical, Campo Maior, Barras, Batalha e muitos outros.Nos municípios de Campo Maior, Corrente e Luzilândia, por exemplo, são 50 casas, em cada um deles. As obras paralisadas são de responsabilidade do governo  federal e do município proponente.  O valor de cada unidade habitacional é R$ 25 mil, valor contratado na época.

As obras utilizam recursos oriundos de financiamentos estabelecidos por meio de convênios com a União. “Essas obras foram contratadas em 2012 e estão praticamente  abandonadas  por falta de recursos federais, Isso traz um grande prejuízo,  principalmente para as famílias que aguardam suas moradias para viverem com dignidade”, avalia a diretora-geral da ADH, Gilvana Gayoso.

Segundo a diretora, existem outros prejuízos causados pelas obras paradas, como a falta de geração de empregos, redução na venda de material de construção, entre outros. ”Termina que o dinheiro investido no projeto, se perde no tempo. É preciso urgência  na retomada dessas obras, que tanto ajudam a melhorar a economia do Estado”, explica Gilvana.

DESAFIO – Na avaliação do diretor de Habitação da ADH, João Filho, a Habitação no Brasil passa por um momento difícil, porque praticamente não existe mais o Programa Minha Casa Minha Vida. “Estamos aguardando o lançamento do novo programa”, declara João. Para ele, senadores, deputados federais e prefeitos dos municípios prejudicados  devem tomar uma atitude em relação a essa questão e abraçar a causa.

  “A preocupação da ADH é no sentido de ajudar os beneficiários desses imóveis  inacabados, são pessoas  que estão com seus  nomes no Cadmut, não podendo mais participar de outros programas habitacionais, além disso, obras paradas impedem a chegada de novos projetos habitacionais com recursos do governo federal”,explica João Filho.

Fonte: ADH-PI

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